segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Um ano sem Manoel Mattos

Um ano sem Manoel Mattos

Hoje completa-se um ano do assassinato do advogado pernambucano e militante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos Manoel Mattos, assassinado na Paraíba por denunciar incansavelmente a ação de grupos de extermínio na Zona da Mata Norte. Poucas mortes neste Estado foram tão anunciadas quanto esta. Mattos passou por inúmeras ameaças e atentados contra a sua vida, chegou a receber escolta policial, que não durou muito. O descaso por parte do poder público com relação ao risco que ele corria antes de ser emboscado, parece ser o mesmo que se dedica às apurações sobre o seu caso. Somente há duas semanas começaram - e já foram interrompidas - as oitivas das testemunhas de acusação. O pedido de federalização das investigações, medida óbvia para garantir a isenção, visto que as denúncias do advogado envolviam policiais dos dois estados, encontra-se parado nas raias da Justiça desde de novembro. A secretaria de Defesa Social da Paraíba admite a existência dos grupos de extermínio, mas a Procuradoria-Geral nega de pés juntos. Enquanto isso, a mãe de Manoel Mattos, dona Nair Ávilla, passou a ser o alvo de ameaças e perseguições, como se fosse herdeira de um espólio macabro.
Fonte:
Folha de Pernambuco

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